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Justiça determina a extinção de torcidas organizadas do Sport, Santa Cruz e Náutico

O judiciário acatou o pedido do governo estadual e determinou a extinção compulsória de três torcidas organizadas do Sport, Santa Cruz e Náutico. Em decisão, divulgada nesta terça-feira (18), o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) informou que foram julgadas ações que pediam o encerramento das atividades da Jovem, Inferno Coral e Fanáutico, “por episódios constantes de violência, vandalismo e brigas”.

A solicitação de julgamento “imediato e simultâneo” das ações, que tramitavam no Judiciário, foi feita pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE), no dia 14 de fevereiro. O pedido, que chegou à 5ª Vara da fazenda pública da Comarca do Recife, teve como objetivo agilizar a análise de uma ação ordinária, de 2014, e de uma ação civil pública, de 2012.

De acordo com o TJPE, além de determinar o fim das torcidas, a sentença do juiz Augusto Sampaio Angelim ordenou a extinção dos Cadastros Nacionais de Pessoa Jurídica (CNPJ) das organizações. Ainda é possível recorrer ao segundo grau do Judiciário em Pernambuco.

O TJPE informou que a sentença determinou a notificação da Receita Federal para providenciar o cancelamento dos CNPJs. Também caberá ao Banco do Brasil a “adoção das providências cabíveis”.

Além da fundamentação jurisprudencial, na decisão são citados livros e diversas reportagens que atestam o comportamento violento de torcidas organizadas no Brasil e no mundo.

Na sentença, o magistrado diz ainda que “condena as associações extintas, ao pagamento de honorários advocatícios em 10% do valor dado à causa, para cada uma delas”.

Pedido

O pedido, assinado pelo Procurador-Geral do Estado, Ernani Medicis, tomou como referência os últimos casos de brigas envolvendo as organizações. O estado também solicitou, em definitivo, “a proibição do acesso, permanência ou reuniões das ‘torcidas organizadas’ dentro e fora dos estádios”.

No dia 3 de fevereiro, uma briga entre grupos rivais interrompeu a festa de 106 anos de fundação do Santa Cruz, no Centro da cidade. Houve tumulto, disparos de balas de borracha pela PM e detenções.

No dia seguinte, foi registrada uma briga em uma estação de metrô, antes de uma partida do Sport.

De acordo com o requerimento da PGE, “os recentes eventos de violência envolvendo torcidas organizadas, inclusive fora das arenas esportivas, corroboram a necessidade de desfecho dos processos, com o julgamento de mérito favorável às pretensões, pronunciando-se a total procedência dos pedidos, em ordem a impor o almejado fim das ditas ‘torcidas organizadas’, coibindo-se a prática de atos de violência e crimes, dentro e fora dos estádios de futebol”.

A Procuradoria explica, ainda, que o pedido de urgência tem como objetivo concretizar o interesse público, pedindo a dissolução das torcidas e impedindo a ocorrência de crimes por parte dos integrantes dessas organizadas.

Repercussão

A decisão da Justiça foi elogiada pelo presidente da Federação Pernambucana de Futebol (FPF), Evandro Carvalho. “Isso é uma maravilha. O que muda, agora, é que eles não poderão mais ter conta em banco, associados, vender nada, comprar nada… Isso ataca o que mantinha eles, que é a possibilidade de gerar dinheiro”, declarou.

Um dia depois da briga na festa do Santa Cruz, Carvalho deu apoio à ação da Polícia Militar, que fez uma intervenção para impedir mais problemas nas ruas do Centro do Recife. Na época, ele defendeu a violência como alternativa para acabar com essas brigas. “Tem que executar”, declarou.

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